Como fazer a remada para priorizar as dorsais?
Pequenos ajustes na execução ajudam a aumentar a participação do latíssimo do dorso e evitam que outros músculos assumam o movimento
Você faz remada, sente os bíceps queimando, mas quase não percebe as costas trabalhando? Em muitos casos, o problema não está no exercício, e sim na forma como ele é executado. Pequenos ajustes podem aumentar a participação das dorsais durante o movimento.
Como fazer a remada para priorizar as dorsais?
Alguns ajustes simples ajudam a direcionar melhor o esforço para o latíssimo do dorso durante a execução.
- Mantenha os cotovelos próximos ao corpo durante toda a puxada.
- Puxe a barra ou a manopla em direção ao umbigo ou ao quadril, evitando levar o peso até a altura do peito.
- Utilize, sempre que possível, uma pegada neutra ou supinada, que costuma favorecer esse padrão de movimento.
- No retorno, permita que os ombros avancem levemente para alongar a dorsal antes da próxima repetição.
- Pense nos braços apenas como ganchos e conduza o movimento com os cotovelos, levando-os para trás e para baixo.
Por que a trajetória da puxada faz diferença?
O latíssimo do dorso é responsável, entre outras funções, por levar o braço em direção ao tronco e ao quadril.
Por isso, quando a remada termina na região da cintura ou do umbigo, a linha de força acompanha melhor a função desse músculo. Já puxadas muito altas, em direção ao peito, tendem a aumentar a participação do trapézio e dos romboides.
Isso não significa que uma execução seja melhor do que a outra. Tudo depende do objetivo do treino e da musculatura que se deseja enfatizar.
Os braços também influenciam?
Sim. Um dos erros mais comuns é iniciar a remada dobrando os cotovelos e puxando o peso apenas com os braços.
O ideal é começar o movimento estabilizando as escápulas e, em seguida, conduzir os cotovelos para trás. Esse ajuste ajuda a manter a tensão na dorsal durante toda a repetição e reduz a tendência de transferir o esforço para os bíceps.
Também vale evitar o uso de cargas excessivas. Quando o peso impede uma execução controlada, é comum que o corpo utilize impulso e reduza o trabalho da musculatura das costas.





