O horário do treino interfere no resultado?
Descubra o melhor horário para seus treinos: compare vantagens de manhã, tarde e noite com insights de um educador físico.
Existe um horário ideal para treinar? Será que o período escolhido para se exercitar faz diferença nos resultados? A resposta para essas questões não é tão simples quanto parece e recebe influência de uma série de fatores, como ciclo circadiano, tipo de atividade praticada, rotina de cada pessoa e aspectos fisiológicos.
A seguir, o educador físico da Academia Gaviões 24h, Anderson Teu, destaca vantagens e desvantagens de se movimentar em cada momento do dia. Entenda mais!
Treinar de manhã: quais as vantagens?
Do ponto de vista fisiológico, o início do dia é marcado pelo pico de cortisol, hormônio responsável por aumentar o estado de alerta. Ao se exercitar nesse momento, há uma liberação de endorfina e dopamina, que promove uma sensação de bem-estar que pode se estender pelas horas seguintes, além de colaborar para o foco e a produtividade.
“A consistência tende a ser maior pela manhã, já que a probabilidade de imprevistos ou compromissos interferirem no treino é menor. Porém, esse período exige maior atenção ao aquecimento. Após horas de repouso, a temperatura corporal está mais baixa e as articulações apresentam maior rigidez, tornando essa etapa indispensável para prevenir lesões”, destaca Anderson Teu.
Treinar à tarde: quais os principais benefícios?
O período da tarde tende a ser mais favorável para quem procura o máximo desempenho físico. Nesse momento, pode ser possível perceber uma maior força, potência e resistência.
“Uma das principais vantagens de treinar à tarde é o maior aporte energético. Com os músculos naturalmente aquecidos pelas atividades do dia e após a realização de algumas refeições, o organismo costuma estar mais abastecido, favorecendo um melhor rendimento durante o treino”, explica o especialista.
Treinar à noite: pode ser uma boa ideia?
Treinar à noite pode ser uma alternativa interessante para as pessoas que têm uma rotina mais intensa, auxiliando no alívio de tensões acumuladas, na redução do estresse e no relaxamento físico e mental.
Para se exercitar nesse momento, é importante redobrar a atenção em relação à higiene do sono. “Exercícios de alta intensidade elevam a frequência cardíaca, estimulam a produção de adrenalina e aumentam a temperatura corporal. Quando realizados muito próximos ao horário de dormir, podem retardar a produção de melatonina e comprometer a qualidade do sono. Por isso, o ideal é manter um intervalo de, pelo menos, duas horas entre o fim do treino e o momento de deitar”, orienta Anderson Teu.
Vale lembrar que, independentemente do horário escolhido, o mais importante é adotar uma rotina ativa e atingir os 300 minutos semanais de atividade física orientados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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