Para que serve o exercício ‘remada posterior sentada’?
Presente em diferentes treinos de costas, o exercício combina uma puxada horizontal com o movimento das escápulas
Puxar a carga em direção ao corpo parece um movimento simples, mas alguns centímetros na trajetória dos cotovelos já conseguem mudar bastante a participação dos músculos. É essa lógica que está por trás da remada posterior sentada, exercício encontrado com frequência nos treinos de costas.
Realizada geralmente no cabo, a remada combina o movimento dos ombros, das escápulas e dos cotovelos. O resultado é um exercício que recruta diferentes músculos das costas ao mesmo tempo, além de exigir a participação dos braços e do tronco para completar e estabilizar o movimento.
Quais músculos a remada sentada trabalha?
Entre os principais estão latíssimo do dorso, trapézio, romboides e deltoide posterior. Bíceps e outros flexores do cotovelo também participam da puxada, enquanto a musculatura do tronco contribui para manter a posição durante a execução.
Um estudo publicado na revista Dynamic Medicine comparou a atividade muscular durante diferentes exercícios para as costas e encontrou elevada ativação de trapézio médio e romboides na remada sentada. Isso ajuda a explicar por que as remadas horizontais são frequentemente utilizadas para trabalhar a região central das costas.
Não é necessário, porém, tentar “esmagar” as escápulas com força no final de cada repetição. Completar a trajetória com controle já envolve os músculos responsáveis pelo movimento escapular.
Como executar a remada posterior sentada
- Ajuste a posição: sente-se com os pés firmemente apoiados na plataforma e os joelhos levemente flexionados. A remada pode ser feita com diferentes acessórios presos ao cabo, como triângulo, barra reta ou barra com pegada neutra. Segure o acessório escolhido e mantenha o tronco estável.
- Inicie a puxada: leve os cotovelos para trás enquanto aproxima o acessório do abdômen ou da região inferior das costelas. A trajetória pode variar um pouco de acordo com a pegada utilizada.
- Complete o movimento: permita que os cotovelos ultrapassem ligeiramente a linha do tronco, se essa amplitude for confortável, sem jogar o corpo para trás para movimentar mais carga.
- Retorne devagar: estenda novamente os braços de maneira controlada, permitindo que as escápulas se movimentem naturalmente durante o retorno.
A pegada muda o exercício?
Pode mudar a trajetória e, consequentemente, a contribuição relativa de alguns músculos. Com uma pegada neutra e cotovelos mais próximos do tronco, o latíssimo do dorso tende a ter participação importante.
Já uma pegada mais aberta, com os cotovelos afastados do corpo, aumenta a demanda sobre músculos da parte superior das costas e sobre o deltoide posterior. A pegada supinada também aumenta a participação dos flexores do cotovelo, incluindo o bíceps.
Isso não significa que cada variação consiga “isolar” uma região específica. Os principais músculos das costas continuam trabalhando em conjunto.
Cuidado com o efeito gangorra
Um dos erros mais comuns aparece quando a carga fica pesada demais e o exercício passa a ser feito com grandes movimentos do tronco para frente e para trás.
Alguma movimentação pode acontecer dependendo da técnica utilizada, mas usar repetidamente o impulso para puxar a carga muda a execução e pode reduzir o controle do exercício. Encolher excessivamente os ombros e encurtar a amplitude apenas para aumentar o peso são outros sinais de que vale rever a carga.
Por isso, mais do que simplesmente puxar o máximo possível, a remada posterior sentada funciona melhor quando carga, amplitude e trajetória permitem uma execução controlada e progressiva.





