Treino FITT leva em conta frequência, intensidade, tempo e tipo

Respeitar as individualidades e os objetivos de cada um é a chave para garantir bons resultados, segundo esse tipo de treino

Por Amanda Panteri Atualizado em 8 set 2021, 11h37 - Publicado em 21 set 2021, 11h35

Provavelmente você já ouviu falar (ou até fez) uma sessão de HIIT. O treino intervalado de alta intensidade, como o próprio nome já explica, é bem intenso porque varia diferentes frequências cardíacas em um curto intervalo. Por isso, pode ser um pouco difícil para algumas pessoas, especialmente aquelas que estão começando a praticar atividades físicas.

Contudo, uma nova sigla surgiu por aí e promete ser uma alternativa mais viável ao HIIT: o treino FITT. “É um plano que fala de frequência, intensidade, tempo e tipo de exercício”, explica Carol Borba, educadora física com mais de 4 milhões de seguidores no Instagram.

E apesar do conceito parecer novo, a especialista garante que a lógica é usada há bastante tempo. “Uma aula FITT é o que o personal já coloca em prática com seus alunos: o respeito às individualidades de cada um. São perguntas que a gente sempre faz para a pessoa”, ela diz. Algumas delas são:

  • Qual o objetivo da pessoa em seis meses, um ano e a longo prazo?
  • Qual o nível de condicionamento físico?
  • É iniciante, intermediário ou avançado?
  • Quantas vezes por semana a pessoa pode treinar?
  • Quais modalidades a pessoa mais gosta?

Com isso, o profissional pode estabelecer a melhor estratégia de treino. No FITT, é a mesma coisa, só que seguindo a sigla:

F de frequência

“Pode ser todos os dias da semana. Ou, então, se a pessoa busca hipertrofia, ela precisará de dias de descanso para a recuperação muscular”, afirma Carol Borba. Outra característica que deve ser levada em conta na hora de decidir a frequência é a aptidão física. “Talvez, para um iniciante, seja assustador malhar todos os dias. Para uma pessoa mais avançada, não.”

I de intensidade

De acordo com a personal, a intensidade correta é aquela em que a pessoa consegue realizar a sessão inteira e que respeita o objetivo dela. Afinal, fazer um iniciante pegar pesado logo de início aumenta as chances de lesões e de desistências.

“A gente pode monitorar a intensidade por meio do ritmo cardíaco e do olhar do próprio profissional, que consegue saber se a pessoa está exagerando na carga, por exemplo.”

T de tempo

O tempo de cada aula vai variar de acordo com a meta de cada um. “Eu preciso fazer cardio todos os dias por uma hora? Depende do que você quer: você está treinando para uma maratona ou só quer fazer uma caminhada?”, exemplifica a especialista.

T de tipo da modalidade

Aqui, você deve pensar apenas nas suas preferências. “Você tem que encontrar uma atividade que ache prazerosa. E aí, pode brincar com as outras variáveis (frequência, intensidade e tempo) para evitar entrar na zona platô e parar de ter resultados”, diz.

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