Vale usar halteres ou barra no búlgaro?

A forma de adicionar carga ao agachamento búlgaro muda mais do que o peso do exercício. Entenda o que considerar na escolha

Por Helena Saigh 14 ago 2026, 18h00
Mulher de perfil, com rabo de cavalo, top e shorts pretos, tênis rosa, fazendo agachamento com haltere preto na mão direita, em frente a uma parede cinza texturizada
Halteres, barra livre e Smith modificam a estabilidade e a distribuição da carga durante o agachamento búlgaro. (serhii_bobyk/Magnific)
Continua após publicidade
Vale usar halteres ou barra no búlgaro? Priorizar nos meus resultados Google

O agachamento búlgaro já é desafiador sem nenhum peso: uma perna concentra boa parte do esforço enquanto a outra fica elevada, exigindo força, equilíbrio e estabilidade. Quando a carga entra no exercício, surge outra dúvida: segurá-la nas mãos ou apoiá-la nas costas?

As duas opções são válidas, mas não produzem exatamente a mesma experiência durante o movimento.

Com halteres, o equilíbrio também entra no treino

Segurar um halter em cada mão mantém a carga mais baixa em relação ao centro de gravidade e reduz a compressão axial sobre a coluna quando comparado à barra nas costas.

Ao mesmo tempo, como o movimento continua livre, músculos responsáveis pela estabilização do quadril e do joelho precisam trabalhar para manter o corpo alinhado.

Continua após a publicidade

Essa opção também tem uma vantagem prática: se a execução falhar, é mais simples interromper o exercício soltando os pesos. Por isso, pode ser uma alternativa interessante para quem ainda está evoluindo no movimento.

A barra permite explorar outras demandas

Com a barra livre apoiada nas costas, o centro de gravidade fica mais alto. Isso aumenta a exigência de equilíbrio e faz com que core e músculos responsáveis pela estabilização do tronco tenham participação importante durante o exercício.

Continua após a publicidade

Outra diferença aparece conforme as cargas aumentam. Com halteres pesados, a força da pegada pode se tornar o fator limitante antes mesmo de pernas e glúteos. A barra elimina essa limitação e pode facilitar a progressão para praticantes mais experientes.

E se o búlgaro for feito no Smith?

Existe ainda uma terceira possibilidade. No Smith, o trajeto da barra é guiado, diminuindo consideravelmente a necessidade de equilibrar o corpo.

Continua após a publicidade

Um estudo de Schwanbeck, Chilibeck e Binsted (2009), que comparou agachamentos com peso livre e no Smith, encontrou maior ativação de músculos estabilizadores na versão livre.

Retirar parte dessa demanda de estabilidade, porém, pode ser útil quando a prioridade é concentrar o esforço em quadríceps e glúteos e chegar mais próximo da falha sem o equilíbrio interromper a série.

Continua após a publicidade

Afinal, qual escolher?

Não existe uma opção universalmente melhor. Halteres podem ser interessantes para trabalhar força junto à estabilidade; a barra livre, para quem já domina o movimento e pretende progredir cargas sem depender da pegada; e o Smith, quando a prioridade é reduzir a interferência do equilíbrio e concentrar o estímulo nas pernas.

Independentemente da escolha, a carga deve permitir manter amplitude, controle e boa execução durante todas as repetições.

Continua após a publicidade

5 alternativas ao agachamento búlgaro para turbinar seu treino

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.