Criador do método Ravenna dá 6 dicas para emagrecer e não engordar mais

Coloque em prática as estratégias que Máximo Ravenna recomenda a seus pacientes

Por Amanda Panteri, Luiza Monteiro Atualizado em 29 jun 2018, 15h37 - Publicado em 27 jun 2018, 11h14

Se você já fez dieta alguma vez na vida, sabe o quão difícil é cuidar para não ganhar aqueles quilinhos que foram embora só depois de tanto esforço. E acredite: isso é um desafio até para os pacientes do médico Máximo Ravenna, criador do método de emagrecimento que leva seu nome. Mas nada é impossível. “Se você trabalha com controle do comportamento alimentar, dá para manter o peso ideal por muito tempo”, afirmou o especialista a BOA FORMA, em um evento realizado no último dia 13 de junho.

  • Como funciona o método Ravenna

    Responsável pelo emagrecimento de milhares de pessoas na América do Sul – incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff e o apresentador do Bem Estar, da Rede Globo, Fernando Rocha –, o programa leva em conta a adoção de um cardápio pouco calórico e sem carboidratos de alto índice glicêmico. “Utilizamos três pilares básicos: corte da compulsão alimentar, diminuição das medidas e calorias das porções e periodização dos horários das refeições”, diz Ravenna.

    A retomada dos quilos perdidos e até a volta para o peso original têm uma explicação científica. “Existe um conjunto de neurônios no hipotálamo [uma região do cérebro] denominado adipostato cerebral. Ele tem relação com os hormônios que regulam o nosso peso”, explica.

    Esses neurônios também são responsáveis pelo chamado set point do organismo, ou seja, o peso que o cérebro considera como “saudável”. Para uma pessoa que passa boa parte da vida obesa, por exemplo, seu set point provavelmente será esse; ao emagrecer, o cérebro pode entender que o organismo não está bem e fará de tudo para voltar ao estado anterior, acionando, para isso, gatilhos como diminuição do ritmo do metabolismo e produção de hormônios responsáveis pela fome.

  • Para o médico, é possível alterar o set point. “Da mesma forma que o corpo se acostumou com o sobrepeso, ele pode se adequar a um peso menor”, opina Ravenna, que dá algumas dicas para atingir esse objetivo:

    1. Aprenda a reconhecer o que faz mal a você

    Mulher comendo bolo
    Wavebreakmedia/Thinkstock/Getty Images

    Não adianta: por mais gostoso que seja aquele bolo da padaria, ele deve ser exceção na sua alimentação. Isso vale para produtos com muito açúcar, processados e embutidos. “Eles podem ser saborosos, mas fazem mal à digestão, viram gordura rapidamente no organismo e contribuem para você engordar”, afirma o médico. Por isso, a recomendação é cortá-los da dieta e priorizar, sempre que possível, ingredientes frescos.

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    2. Preze por métodos naturais de emagrecimento

    Pode até ser verdade que alguns remédios fazem você perder muitos quilos em pouco tempo — mas é igualmente certo que, assim que parar de consumi-los, o peso voltará ao normal (e, provavelmente, de maneira mais rápida). Sem contar os efeitos colaterais aos quais você ficará suscetível. “Em muitos casos, a cirurgia bariátrica pode ser substituída por um trabalho cotidiano de dieta e exercícios físicos, que são mais demorados, mas muito menos invasivos”, conclui Ravenna.

  • 3. Saiba que sofrer faz parte

    Entenda: emagrecer é um processo que não ocorre de uma vez só. É provável que, em alguns dias, você tenha muita vontade de desistir. Mas sabia que essa sensação tem as suas vantagens? “Perder peso naturalmente demora mais do que tomar remédios, mas deixa você mais resistente às tentações”, pondera Ravenna. Quando temos a noção do quanto foi complicado perder aquele quilinho, fica mais fácil não escapar da dieta, não é?!

    4. Cuide da sua saúde mental

    Todos os pacientes do doutor Ravenna, sem exceção, devem ter acompanhamento psicológico ao longo do tratamento. “Muitos deles têm algum tipo de compulsão alimentar. E, não raro, a vontade de comer é causada por alguma outra necessidade emocional: de amor, carinho…”, explica. Por isso, não hesite em procurar ajuda profissional ou mesmo da família e dos amigos.

  • 5. Deixe as desculpas de lado

    Mulher fitness feliz no treino
    Jacob Ammentorp Lund/Thinkstock/Getty Images

    O método Ravenna propõe uma mudança de estilo de vida, mas a gente sabe que esse é um processo árduo e longo – ainda mais quando comidas gostosas e não saudáveis são mais em conta do que as naturais. “Se antes falávamos da obesidade causada pela opulência, hoje falamos da obesidade causada pela pobreza. Isso porque a indústria oferece muitas opções bem baratas, calóricas e nada nutritivas”, afirma.

    Nesses casos, a saída é sempre optar pela versão mais saudável, mesmo que ela venha dentro de uma embalagem (olho no rótulo!). Lembre-se que, ao mudar seus hábitos, você passará a comer menos e, portanto, comprará em menor quantidade. E aquelas guloseimas caras vão ficar fora do seu carrinho…

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    6. Resista às tentações

    Com o tempo, alguns alimentos podem voltar para o seu cardápio, mas aí vai depender de você estar preparada para não exagerar na dose. “Temos que saber lidar com as frustrações e driblar a vontade”, defende Ravenna.

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