SOP e exercício físico: o que mais ajuda

A prática regular de exercícios é parte essencial no controle da síndrome dos ovários policísticos

Por Helena Saigh 4 Maio 2026, 18h00
Mão segurando lupa sobre modelo de feltro rosa e vermelho do sistema reprodutor feminino, útero e ovários, em fundo azul claro
Combinar treinos aeróbicos e de força ajuda a melhorar hormônios, metabolismo e qualidade de vida. (freepik/Freepik)
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A síndrome dos ovários policísticos, conhecida como SOP, vai muito além de uma questão hormonal. Ela impacta o metabolismo, o peso, o humor e até a forma como a mulher se enxerga, o que pode dificultar, inclusive, a prática de exercícios físicos.

 

Segundo a Dra. Tassiane Alvarenga, endocrinologista e metabologista pela SBEM, é comum que mulheres com SOP apresentem risco aumentado de ansiedade moderada a grave, sintomas de depressão e até transtornos alimentares.

Além disso, muitas vezes, por estarem acima do peso, enfrentam questões relacionadas à autoestima e à autoconfiança. Nesse cenário, o exercício físico acaba ficando em segundo plano. “Desta forma, só existe um lugar para o médico: ao lado dessas pacientes, encorajando-as na busca de um estilo de vida melhor”, explica.

Por que o exercício muda o quadro da SOP

A atividade física não atua apenas na estética. No caso da SOP, ela tem impacto direto em diversos sistemas do corpo.

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“A prática regular de exercício físico em mulheres com SOP tem demonstrado resultados positivos na composição corporal, com perda de gordura visceral e redução da circunferência abdominal, além de melhorar parâmetros metabólicos como glicemia, colesterol e gordura no fígado, cardiovasculares e hormonais, além da função reprodutiva, com maior chance de ovulação e gravidez”, afirma a médica.

Uma revisão publicada no Human Reproduction Update reforça esse papel, mostrando que mudanças no estilo de vida, incluindo o exercício, estão entre as principais estratégias no manejo da síndrome, especialmente por melhorarem a resistência à insulina.

Aeróbico ou força: o que funciona melhor

Não existe um único tipo de exercício ideal. O que mais traz resultado é a combinação.

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A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física por semana. Para mulheres com SOP, o mais indicado é combinar exercícios aeróbicos, como caminhada, bicicleta ou dança, com treinos de força, como musculação ou pilates.

Essa estratégia atua tanto no gasto calórico quanto na regulação metabólica.

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Por que ganhar músculo faz diferença

O treino de força tem um papel central no controle da SOP.

“O tecido muscular é rico em receptores de insulina. Ao estimular esse tecido, a atividade física ajuda a regular os níveis de insulina e, com isso, contribui para o controle do peso, do excesso de pelos, da queda de cabelo e da regularização dos ciclos menstruais”, explica a especialista.

Um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism mostra que o aumento da massa muscular está diretamente associado à melhora da sensibilidade à insulina, um dos principais fatores envolvidos na síndrome.

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