Viciada em endorfina, médica aposta no circo para manter a forma

Liana Tortato achava que não tinha força suficiente para encarar modalidade, mas descobriu que as aulas são para mulheres de todos os biotipos

Por Karina Hollo (Colaboradora) - Atualizado em 13 dez 2016, 10h50 - Publicado em 13 dez 2016, 10h46

“Pratico atividade física desde muito pequena – com 2 anos, minha mãe me colocou na natação. Sempre gostei de coisas que davam certo medinho. Adorava, por exemplo, subir em árvores. [risos] Assim que soube que uma amiga mais magra que eu [Liana tem 1,72 metro e pesa 55 quilos] fazia circo, decidi me jogar nessa também. E descobri que lá tem gente com todos os tipos de corpo: mais leves, mais pesadas, baixinhas e gigantes. É tudo questão de jeito e de compensar alguma limitação.

Se você for menos elástica, faz o movimento de determinada forma; se tiver mais força, de outra… No final, a característica mais importante é a perseverança, porque você precisa querer aprender e, ainda mais importante, ter paciência para errar algumas vezes. Pode confiar em mim: quem insiste, no final progride bastante em pouco tempo. Desde que me formei na faculdade, não consigo mais largar as aulas de circo, que faço três vezes por semana.

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Já havia praticado ginástica olímpica na infância e, quando assisti a uma apresentação do Cirque du Soleil, na adolescência, me apaixonei de vez. Para mim, o esporte traz disposição e deixa o dia mais interessante. Acho que sou um pouco viciada em endorfina: dancei balé e jazz, frequentei aulas de capoeira, joguei vôlei, basquete e handebol… Aos 16 anos, morei no Japão, e lá treinava tênis todos os dias. Na faculdade, fui das equipes de atletismo e basquete – a sensação era tão boa que a gente dizia que era uma pena as aulas atrapalharem os treinos. Sou magrinha, mas tenho bastante fôlego.”

 

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