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Pode misturar álcool com melatonina?

Por Andryely Pedroso 3 jun 2024, 08h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h39
misturar melatonina e álcool
Saiba os riscos de misturar melatonina com bebidas alcoólicas | (freepik/Freepik)
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A melatonina é um hormônio produzido naturalmente no organismo, especialmente pela glândula pineal no cérebro em resposta à escuridão. Este hormônio desempenha funções importantes no organismo, auxiliando na regulação do ciclo sono-vigília, imunomodulação, metabolismo energético e saúde cardiovascular. A melatonina também atua como um antioxidante e tem sido associada a propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras.

A combinação de melatonina com álcool é contraindicada devido ao risco de exacerbar os efeitos sedativos de ambas as substâncias, possivelmente causando sonolência e comprometimento da função cognitiva.

Ao utilizar qualquer suplemento, é importante monitorar os possíveis efeitos adversos e potenciais interações medicamentosas, especialmente em populações mais vulneráveis como crianças e adolescentes.

A ingestão de álcool antes de dormir é comum entre pessoas com dificuldade em adormecer, porém, este hábito pode piorar a qualidade do sono e criar um ciclo vicioso de problemas de saúde, aumentando o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares devido à privação do sono.

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Devido a sua influência na eficácia de determinados suplementos e medicamentos, não é recomendado suplementar melatonina junto a bebidas alcoólicas.

O suplemento de melatonina pode ser contraindicado para pessoas com idade inferior a 18 anos,  gestantes e lactantes, transtornos psíquicos, doenças hepáticas, cardiovasculares, renais ou doenças autoimunes. A suplementação deve ser acompanhada por profissionais da saúde que irão avaliar a necessidade de suplementação, dose e possíveis efeitos adversos. 

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Além do álcool, estudos relatam possíveis interações da melatonina com medicamentos utilizados no tratamento de depressão, desordem obsessiva compulsiva, esquizofrenia, distúrbios gastrointestinais, infecções bacterianas, epilepsia, hipertensão, processos inflamatórios, anticoncepcionais e drogas sedativas. 

Respondido por:

Andryely Pedroso, nutricionista, Consultora Técnica Super Nutrition e Palestrante de Alta Performance.

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