Como a inteligência artificial pode te ajudar no processo de emagrecimento ou ganho de massa?

Entenda os limites da tecnologia quando o objetivo é mudar a composição corporal

Por Helena Saigh 4 set 2026, 20h00
Mulher jovem de cabelo castanho preso, vestindo top e calça legging azuis, sentada no chão, olhando e tocando a tela de um smartphone branco. Ao fundo, uma cozinha moderna com armários brancos e bancada escura.
A IA pode auxiliar na rotina de quem busca emagrecer ou ganhar massa, mas não substitui a avaliação individual de profissionais. (benzoix/Freepik)
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Como a inteligência artificial pode te ajudar no processo de emagrecimento ou ganho de massa? Priorizar nos meus resultados Google

Nunca foi tão fácil pedir uma dieta ou um treino. Basta informar peso, altura e objetivo para uma ferramenta de inteligência artificial devolver, em segundos, uma lista de exercícios, uma estimativa de calorias ou até um cardápio completo para a semana.

A praticidade é tentadora, principalmente para quem quer emagrecer ou ganhar massa muscular e não sabe por onde começar. Mas existe uma diferença importante entre ter acesso rápido a informações e receber uma orientação realmente individualizada.

A IA pode ocupar um espaço interessante como ferramenta de apoio. Para definir a estratégia que envolve alimentação, treinamento e saúde, porém, recorrer aos profissionais de cada área continua sendo a opção mais adequada.

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Onde a IA pode ajudar?

Um dos usos mais interessantes está na organização. A ferramenta pode ajudar a montar uma lista de compras a partir de um cardápio já prescrito, organizar horários, registrar a evolução das cargas ou transformar informações do treino em uma tabela mais fácil de acompanhar.

Também pode explicar conceitos gerais, como déficit calórico, superávit energético, hipertrofia ou sobrecarga progressiva, e ajudar o usuário a entender melhor as orientações que recebeu.

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O problema de pedir para a IA montar tudo

Um estudo publicado em 2025 na revista Applied Sciences, da MDPI, avaliou programas de exercícios produzidos por grandes modelos de linguagem, entre eles o GPT-4.

Embora os programas apresentassem princípios gerais adequados, os pesquisadores identificaram limitações importantes relacionadas à individualização, à progressão dos exercícios e à capacidade de adaptar o planejamento a respostas fisiológicas.

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É justamente aí que está uma das principais diferenças entre receber uma resposta da IA e passar por uma avaliação profissional.

Ela não consegue avaliar o seu corpo

Peso, altura, idade e objetivo estão longe de contar toda a história. Um profissional de educação física consegue observar como uma pessoa executa determinado movimento, identificar limitações e modificar o exercício diante de dor, desconforto ou dificuldade. Da mesma forma, nutricionistas e médicos podem considerar histórico clínico, exames, medicamentos, rotina e outras particularidades antes de estabelecer uma conduta.

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A inteligência artificial depende das informações que o usuário fornece e ainda pode apresentar informações incorretas ou recomendações inadequadas com aparente segurança.

Então, qual é o melhor jeito de usar?

Para emagrecer ou ganhar massa muscular, a IA funciona melhor como complemento de um acompanhamento, e não como substituta dele.

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Ela pode organizar informações, facilitar tarefas e ajudar a compreender conceitos. Já decisões sobre quanto comer, como estruturar o treinamento ou quais adaptações são necessárias ao longo do processo devem considerar uma avaliação individual.

A tecnologia pode ser uma boa assistente. A responsabilidade de cuidar da saúde, porém, não deve ser terceirizada para um algoritmo.

É confiável usar inteligência artificial para montar um treino?

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