O que acontece com seu corpo durante uma prova de corrida

E como trabalhar a seu favor para não desistir no meio do caminho

Se você já correu mais de 10K, sabe: mente e músculos são desafiados para não cair na tentação de desistir. Contamos o que acontece com você e como driblar as adversidades.

Na largada…

A ansiedade libera hormônios (como a adrenalina) que aceleram o coração e o fluxo sanguíneo. “Até a filtração dos rins se torna mais rápida, aumentando a vontade de fazer xixi”, diz o médico do esporte Marcelo Baboghluian, diretor clínico do Instituto Marazul, em São Paulo.

Só cuidado para não ficar tensa demais, o que pode sabotar sua performance. “Tenha pensamentos positivos, relembre os treinos e imagine momentos felizes ao longo do percurso”, indica o também médico do esporte Guilherme Dilda, da clínica CareClub, em São Paulo.

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A partir de dez minutos…

“Conforme você se move, sua temperatura corporal cresce (como resultado da energia produzida) e o suor é liberado para regular o calor. Mesmo sem sede, dê um gole de água nos postos de hidratação ou a cada 15 minutos.

Perto de uma hora…

No início, o carboidrato serve como principal fonte de energia. Mas, após um longo esforço, a gordura e a proteína também se tornam opção.“Só que, em alta intensidade, não conseguimos usá-los com tanta facilidade. Reponha o carbo após 45 minutos, caso contrário seu desempenho é prejudicado”, explica Guilherme. Invista em versões de simples digestão: gel, bananinha ou mel.

Nos últimos quilômetros…

Não se distraia com pequenos incômodos – é comum que o cérebro envie sinais para que você pare de correr. Aquele trabalho mental feito no começo da corrida também vale para agora. “Logo mais, você vai ver a linha de chegada e conseguirá dar um sprint final, graças aos hormônios do prazer que se unem à adrenalina”, garante Marcelo.

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No dia seguinte…

Provavelmente, suas pernas estarão um pouco doloridas pelas próximas 48 horas. Tenha uma boa noite de sono, alimente-se bem e beba muita água para ajudar na reconstrução muscular. “Gelo e alongamento funcionam como anti-inflamatório natural”, indica o educador físico Diego Leite de Barros, de São Paulo, especialista em fisiologia do exercício. Em alguns dias, você estará pronta para voltar – mas com calma, ok?

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