Agachamento: qual a diferença entre “sentar para trás” e “sentar para baixo”?

Os dois comandos mudam a forma como o corpo distribui a carga durante o movimento, mas nenhum deles deve ser seguido de forma isolada

Por Helena Saigh 4 ago 2026, 20h00
Mulher loira de rabo de cavalo, vestindo conjunto fitness coral e tênis coloridos, fazendo agachamento com as mãos unidas à frente do peito, em fundo azul-turquesa
“Sentar para trás” e “sentar para baixo” mudam a distribuição da carga no agachamento, mas o ideal é combinar os dois movimentos durante a execução. (halayalex/Freepik)
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Não é raro ouvir orientações diferentes durante o agachamento. Enquanto alguns profissionais pedem para “sentar para trás”, outros preferem o comando “sentar para baixo”. A diferença parece pequena, mas altera a mecânica do exercício e a forma como a carga é distribuída pelo corpo.

O que significa “sentar para trás”?

Nesse padrão, o movimento começa levando o quadril para trás, como se você fosse sentar em uma cadeira posicionada atrás do corpo.

Essa estratégia aumenta a participação do quadril, dos glúteos e da musculatura posterior da coxa, além de reduzir a projeção dos joelhos para a frente.

No entanto, exagerar esse movimento pode fazer o tronco inclinar demais e aumentar a sobrecarga sobre a coluna lombar.

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Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research, mostrou que restringir excessivamente o avanço dos joelhos durante o agachamento reduziu o torque nessa articulação, mas aumentou em mais de 1.000% o torque sobre o quadril e a região lombar devido à maior inclinação do tronco.

E o que significa “sentar para baixo”?

Já esse comando incentiva uma descida mais vertical, permitindo que os joelhos avancem naturalmente enquanto o quadril acompanha o movimento.

Esse padrão costuma aumentar a participação dos quadríceps e favorecer um tronco mais ereto durante a execução.

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Por outro lado, iniciar o movimento empurrando apenas os joelhos para a frente, sem deslocar o quadril, pode aumentar o estresse sobre a articulação do joelho, principalmente em pessoas com limitação de mobilidade no tornozelo.

Um estudo publicado por Swinton e colaboradores, observou que o padrão de agachamento mais vertical favorece maior profundidade do movimento, mas também exige mais mobilidade das articulações envolvidas.

Afinal, qual é o jeito certo de agachar?

Na maioria dos casos, o ideal é não pensar apenas em “sentar para trás” ou apenas em “sentar para baixo”.

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Durante um agachamento bem executado, o quadril se desloca naturalmente para trás e para baixo ao mesmo tempo, enquanto os joelhos avançam de forma controlada, acompanhando a direção dos pés.

Esse movimento distribui melhor a carga entre quadris e joelhos, permitindo uma execução mais eficiente e segura.

Uma revisão conduzida por Loren Chiu e Loren Myrer mostrou que comandos verbais diferentes alteram imediatamente a mecânica do exercício: enquanto “sentar para trás” aumenta a demanda sobre o quadril e os glúteos, “sentar para baixo” favorece um maior trabalho dos quadríceps.

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Por isso, mais importante do que seguir um único comando é adaptar a técnica ao objetivo do treino, à mobilidade e às características individuais de cada praticante.

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