Síndrome de Hashimoto: a doença que mudou o corpo de Gigi Hadid

O distúrbio ataca a tireoide e, se não for controlado, pode levar ao ganho de peso

Por Giulia Granchi 15 fev 2018, 17h39

A modelo americana Gigi Hadid, conhecida por estrelar campanhas de grandes marcas do mundo da moda, recebeu críticas há alguns anos por não ser tão magra quanto o considerado padrão para as passarelas. Agora, ela está recebendo a desaprovação do público por ter perdido muito peso – mas a culpa não é sua.

  • Recentemente, Gigi revelou em seu Twitter que sofre de síndrome de Hashimoto, doença que afeta o funcionamento das glândulas da tireoide e tem como um de seus efeitos o ganho de peso. De acordo com a modelo, o emagrecimento pelo qual passou está relacionado ao tratamento da disfunção – e, embora não seja como gostaria de ver seu corpo, se sente mais saudável assim.

    “Para aqueles decididos a falar sobre por que o meu corpo mudou ao longo dos anos, vocês podem não saber que, quando comecei [a carreira], com 17 anos, eu ainda não tinha sido diagnosticada com a doença de Hashimoto; aqueles que me chamaram de ‘muito gorda para a indústria’ estavam vendo inflamação e retenção de líquido devido a isso”, escreveu.

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  • A doença

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a síndrome de Hashimoto, também conhecida como tireoidite crônica, é uma doença autoimune que destrói o tecido tireoidiano – o organismo fabrica anticorpos contra as células da tireoide. Isso leva a uma redução da atividade e até à destruição da glândula, abrindo portas para o hipotireoidismo.

    A doença acomete mais mulheres do que homens e as causas não são claras, mas acredita-se que fatores genéticos estejam ligados ao seu surgimento.

  • Sintomas e diagnóstico

    Como a evolução da tireoidite é lenta, os sintomas costumam aparecer quando o hipotireodismo já está instalado. Entre os mais comuns, estão aumento de peso, depressão, prisão de ventre, pele seca e fria, ansiedade, aumento do volume e nódulos na tireoide.

    O diagnóstico ainda leva em conta sinais como o aumento da glândula e se ela está endurecida, além de anemia e lentidão nos reflexos motores. Exames de sangue conseguem indicar a falta de hormônios tireoidianos e a presença de certos anticorpos.

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    Tratamento

    A maioria dos pacientes necessita de reposição hormonal durante a vida toda, mas, em alguns casos, o hipotireoidismo pode ser apenas transitório. 

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