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Lipedema e linfedema: como diferenciar e diagnosticar corretamente as doenças?

Condições são frequentemente confundidas, mas têm origens, sintomas e tratamentos diferentes, afirma especialista

Por Maraísa Bueno
20 jan 2026, 10h00 • Atualizado em 21 jan 2026, 13h44
Lipedema e linfedema exigem diagnósticos distintos e atenção médica especializada, alerta cirurgião vascular
Lipedema e linfedema exigem diagnósticos distintos e atenção médica especializada, alerta cirurgião vascular (KamranAydinov/Freepik)
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  • O lipedema e o linfedema compartilham sintomas como inchaço e desconforto nos membros, porém, são doenças distintas que exigem diagnósticos precisos e acompanhamentos médicos específicos.

    De acordo com o cirurgião vascular Dr. Saymon Santana, diretor técnico da Clínica Vasculare, com atuação nas regiões de Imperatriz (MA) e sul do Pará, muitas pacientes chegam ao consultório sem saber que convivem com uma dessas condições há anos. “Isso dificulta o tratamento e prejudica a qualidade de vida”, afirma o médico, que também foi professor do curso de medicina do Ceuma. 

     

    Lipedema e linfedema: diferenças

    Segundo o especialista, o lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal de gordura nas pernas e quadris, sem acometer os pés, e está diretamente relacionado a fatores genéticos e alterações hormonais. É uma condição que afeta quase exclusivamente mulheres, com maior incidência durante a puberdade, gestação e menopausa. “O diagnóstico costuma ser tardio. Muitas vezes é confundido com obesidade ou retenção de líquidos, mas o lipedema tem sinais específicos, como dor, hematomas frequentes e sensibilidade aumentada”, explica Santana.

    Já o linfedema resulta de uma falha no sistema linfático, responsável por drenar líquidos e resíduos do corpo. Quando esse sistema não funciona adequadamente, há acúmulo de linfa nos tecidos, gerando inchaço persistente que pode atingir braços, pernas e os pés. Pode ser congênito ou decorrente de cirurgias, infecções ou traumas. “No estágio avançado, o linfedema leva à fibrose, aumento de volume e endurecimento da pele, dificultando a mobilidade”, complementa.

    Informação é importante!

    Apesar da relevância, há escassez de dados nacionais sobre a prevalência das duas doenças. Estimativas internacionais citadas por entidades médicas indicam que até 11% das mulheres no mundo podem ter algum grau de lipedema — número que pode ser ainda maior devido à subnotificação. Em relação ao linfedema, levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 250 milhões de pessoas vivem com a condição globalmente, sendo uma parcela significativa nos países em desenvolvimento.

    No Brasil, o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde não apresenta números consolidados sobre essas enfermidades, o que dificulta políticas públicas voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce.

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    Tratamentos e recomendações

    O tratamento do lipedema envolve estratégias como fisioterapia, dieta equilibrada, exercícios físicos de baixo impacto e, em alguns casos, cirurgia. Já o linfedema pode ser controlado com drenagem linfática, uso de meias de compressão e acompanhamento clínico contínuo. Em ambos os casos, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.

    Dr. Saymon reforça que a automedicação e o uso de diuréticos sem prescrição podem agravar o quadro. “A abordagem deve ser multidisciplinar e personalizada, com foco na melhoria da qualidade de vida e na redução da progressão da doença”, destaca.

    A orientação médica é essencial diante de sintomas persistentes como dor, inchaço e sensação de peso nos membros. “Buscar avaliação especializada ao primeiro sinal é o passo mais importante para garantir um tratamento eficaz”, conclui o cirurgião vascular.

    Benefícios das atividades físicas para quem tem lipedema

    • Redução do inchaço

    Os exercícios podem promover a circulação sanguínea e linfática, o que ajuda a reduzir o inchaço característico do lipedema.

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    • Alívio da dor

    Muitos pacientes relatam que a prática regular de exercícios ajuda a aliviar a dor nas pernas associada ao lipedema.

    • Melhora na mobilidade

    Fortalecimento e alongamento podem melhorar a mobilidade e a flexibilidade, tornando mais fácil realizar atividades diárias.

    • Apoio emocional
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    A atividade física pode proporcionar uma sensação de realização e bem-estar, ajudando os pacientes a enfrentar os desafios emocionais do lipedema.

    “A atividade física é uma parte crucial do tratamento do lipedema. Os exercícios podem melhorar a circulação, fortalecer os músculos e contribuir para a redução do inchaço e da dor”, aponta o profissional.

    “É importante que os pacientes trabalhem com profissionais de saúde para desenvolver um programa de exercícios adequado às suas necessidades e limitações específicas. Com o acompanhamento adequado, os exercícios podem ser um aliado valioso no tratamento do lipedema.”, completa.

    Melhores modalidades

    1

    Caminhadas

    A caminhada é uma atividade de baixo impacto que pode melhorar a circulação e o condicionamento físico. Comece com caminhadas curtas e aumente gradualmente a distância.

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    2

    Natação

    A natação é uma excelente escolha para pacientes com lipedema, pois é suave para as articulações e proporciona uma resistência suave.

    3

    Ioga

    A ioga enfatiza o alongamento e o fortalecimento do corpo, o que pode ser benéfico para o lipedema. Procure aulas de ioga adaptadas às suas necessidades.

    4
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    Exercícios de resistência

    Incluir exercícios de resistência com pesos leves pode ajudar a fortalecer os músculos, proporcionando suporte adicional às pernas.

    Dicas importantes

    • Consulte um profissional de saúde ou fisioterapeuta antes de iniciar um novo programa de exercícios, especialmente se você tem lipedema.
    • Comece lentamente e aumente a intensidade gradualmente. O respeito pelos limites do seu corpo é fundamental.
    • Use roupas como meias de compressão durante o exercício, se recomendado pelo seu médico.

     

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