Como identificar compensações sozinho?

Assimetrias, desconfortos e mudanças na execução podem passar despercebidos durante o treino. Saiba no que prestar atenção

Por Helena Saigh 21 ago 2026, 20h00
Mulher jovem, de cabelo castanho preso, usando top e calça pretos, e um relógio inteligente, faz exercícios com halteres verdes em cada mão, em ambiente claro com estante de livros ao fundo
Gravar a execução e comparar os dois lados do corpo pode ajudar a perceber alterações que passam despercebidas durante o exercício. (magnific/Magnific)
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Você faz um agachamento e sente muito mais uma perna do que a outra? Durante uma elevação de braços, um ombro sempre sobe primeiro? Ou termina um exercício para pernas sentindo a lombar mais cansada do que a musculatura que pretendia trabalhar?

Essas situações podem indicar compensações: adaptações que o corpo faz durante um movimento quando não consegue manter determinado padrão. Elas podem estar relacionadas a fatores como mobilidade, estabilidade, controle motor, fadiga ou até à própria anatomia.

O vídeo pode mostrar o que você não percebe

Uma das maneiras mais simples de observar a própria execução é gravar algumas repetições. Dependendo do exercício, vale analisar o movimento de frente e de lado.

No agachamento, por exemplo, observe se o corpo se desloca excessivamente para um lado, se os joelhos apresentam comportamentos muito diferentes ou se a postura muda conforme a série avança.

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Recursos visuais também aparecem na literatura sobre autoavaliação. Uma revisão publicada na revista Fisioterapia e Pesquisa, analisou ferramentas baseadas em imagens e escalas visuais utilizadas para avaliar a própria postura.

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Compare um lado com o outro

Assimetrias ficam mais evidentes quando os lados são observados separadamente. Exercícios unilaterais e movimentos simples de mobilidade podem ajudar a perceber se um lado apresenta amplitude, estabilidade ou controle muito diferentes do outro.

Isso não significa que qualquer diferença seja um problema. O corpo humano não é perfeitamente simétrico. O sinal merece mais atenção quando a diferença é grande, surge de repente ou interfere na execução.

Observe onde aparece o esforço

Sentir repetidamente uma região que não deveria ser protagonista daquele exercício também pode ser uma pista. Se a lombar sempre limita um movimento destinado às pernas, por exemplo, vale observar a técnica e a carga utilizada.

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A cadeia cinética ajuda a explicar por que uma alteração em determinada região pode modificar outras partes do movimento: articulações e músculos trabalham de maneira integrada, e uma limitação pode levar o corpo a buscar outra estratégia para concluir a tarefa.

Dá para corrigir sozinho?

Identificar um padrão é diferente de descobrir sua causa. Vídeos, espelho e comparação entre os lados podem ajudar a perceber que algo mudou, mas não permitem diagnosticar sozinho se existe fraqueza, limitação de mobilidade ou outro problema.

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Se a compensação se repete, piora com o aumento da carga ou vem acompanhada de dor, o mais indicado é procurar um profissional para avaliar o movimento antes de simplesmente tentar “corrigir” a postura por conta própria.

Exercício unilateral: qual a vantagem além do equilíbrio?

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