4 formas de aplicar mindfulness no treino e melhorar o resultado

A técnica de viver o presente agora tem um estúdio dedicado somente para a prática: o Moved By Mindfulness oferece sessões avulsas para quem quer meditar

Às vezes, por mais que você treine bastante para seu esporte favorito, os resultados desejados simplesmente não aparecem. “Apesar de a prática do mindfulness não ter como foco principal melhorar a performance de um atleta, ela pode acabar ajudando porque diminui a ansiedade, controla as emoções e faz com que você preste mais atenção no movimento do seu corpo”, explica a professora Moira Malzoni, afiliada à Universidade da Califórnia (Ucla), um dos principais centros do mundo especializados no assunto.

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Junto com o professor Marcelo Maia, formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ela abriu o Moved By Mindfulness, um estúdio em São Paulo dedicado exclusivamente à meditação, onde os alunos podem comprar aulas avulsas de 30 minutos (R$ 55 cada) ou fechar planos que valem por um ou vários meses. “Treinar a mente para lidar com o que está acontecendo faz com que ela esteja preparada para uma situação de pressão, como uma competição”, diz Moira.

A seguir, você confere quatro dicas de como aplicar a prática nos seus treinos e conquistar, quem sabe, melhores resultados.:

1. Reserve um tempinho para a prática

“Aquele um minuto em que o nadador espera para subir no bloco é caótico: tem a torcida, a pressão por um resultado… Se você consegue centrar sua mente e controlar o fluxo de pensamentos, pode aproveitar melhor o momento da prova”, diz Maia. Ao acordar ou antes de dormir, experimente realizar uma curta sessão de mindfulness. E é bem simples: focar na sua respiração por cinco minutos já basta.

2. Esqueça os fones

Treinar escutando os hits da Anitta até pode ser mais prazeroso, mas tente concluir os exercícios sem música. “É um processo de autoconhecimento e de conscientização”, define Moira. Você estará de ouvidos abertos para sua respiração e seu fôlego (dá até para encurtar o tempo de intervalo, hein?).

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3. Sinta o músculo contraindo

Você já sabe: a amplitude e a velocidade do exercício fazem toda diferença no resultado de um treino de força. Perceba seu glúteo entrando em ação para avaliar se dá para colocar mais peso. “Muitas pessoas se machucam porque não prestam atenção em como estão executando o movimento”, alerta Maia. Fique atenta também à sua postura.

4. Conte os passos

Em vez de tentar adiantar as tarefas do trabalho enquanto corre  (acredite: você não vai resolver nenhum pepino durante o treino), concentre-se na sua pisada: sinta o pé tocando o solo e conte os passos, zerando a cada 21 passadas. “Na natação, complete uma piscina focando nas pernas e volte pensando nos braços”, indica Maia, que treinou a mente do nadador Nicholas Santos, atleta mais velho a conquistar uma medalha em um mundial da modalidade. “Costumamos dizer que o mindfulness não deixa que você se concentre no passado ou se preocupe demais com o futuro. O corpo é a melhor representação do presente. Por isso, focamos nele para viver o presente”, explica Moira.

BOA FORMA TESTOU

“Sempre acreditei que meditar era coisa para pessoas muito evoluídas espiritualmente. Até que, há alguns anos, fiz uma matéria sobre mindfulness e descobri que poderia me conectar comigo mesma de um jeito mais prático: sentindo o gosto dos alimentos, ouvindo os ruídos do ambiente ou, ainda mais fácil, prestando atenção na minha respiração. Só que nunca havia parado meu dia para dedicar vinte minutos somente a isso. Será que conseguiria?

Chegando ao Moved By Mindfulness, a mobília e as paredes brancas transmitem uma sensação de paz. Precisamos tirar os sapatos e os celulares são proibidos. Tudo para se desconectar dos compromissos da rotina.

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Eu estou acostumada a ficar horas numa cadeira à frente do computador, mas quando sentei no pufe redondo e baixinho (feito com cascas de trigo sarraceno), percebi que fiquei mais confortável, mesmo sem o apoio para as costas (no estúdio, você ainda pode optar por uma cadeira ou um encosto no chão). Um sino sinalizou o início da sessão: fechamos os olhos e realizamos uma espécie de escaneamento corporal. ‘Concentre sua atenção no seu pé direito. Na canela. Na coxa’, orientava o professor. ‘Tudo bem se você não sentir nada’ – foi meu caso. ‘Agora, perceba o início da sua inspiração’.

Toda vez que minha mente fugia do presente e começava a pensar em outra coisa (o casamento que fui no fim de semana, a entrevista que faria mais tarde…), voltava a me concentrar no meu corpo. Quando a postura ficou um pouco desconfortável, coloquei os pés para trás – outra vantagem do mindfulness é que ele não impõe regras de imobilidade ou de esvaziar totalmente a mente. Ao fim da sessão, percebi que minha cabeça estava mais tranquila. Amanhã, vou tentar colocar em prática as dicas no meu treino funcional – quem sabe eu não consiga colocar um pesinho a mais no meu agachamento, né?!” – Daniela Bernardi, editora de fitness da BOA FORMA.

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