Sabia que a hipnose pode melhorar o resultado esportivo e a dor?

O pesquisador espanhol Antonio Hernández Mendo, da Universidade de Málaga, explica os benefícios da técnica na vida de uma atleta

“Na Inglaterra, hipnotizar para entretenimento é proibido. Essas atrações que fazem as pessoas serem pisoteadas enquanto não sentem a agressão provocam um mal para a saúde e não têm motivos para existir”, contesta o psicólogo Antonio Hernández Mendo, professor da Universidade de Málaga, na Espanha. Ele esteve presente no 2º Encontro Internacional de Psicologia do Esporte e Atividade Física da Universidade São Judas Tadeu, realizado neste mês, em São Paulo.

Só que para atletas, a técnica é capaz de trazer inúmeros benefícios. “Psicólogos, médicos e fisioterapeutas podem usá-la como um método terapêutico para amenizar dores e efeitos colaterais da quimioterapia e até melhorar o desempenho esportivo”, diz Antonio, que ressalta que a hipnose não cura o câncer (sim, alguns “profissionais” mal-intencionados tentam vender essa promessa).

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COMO FUNCIONA

Na prática, a hipnose muda os processos cognitivos e perceptivos, provocando uma desconexão entre o consciente e o inconsciente. “Se a dor não tiver uma causa fisiológica, conseguimos bloqueá-la, inclusive em casos de fibromialgia.” Com certeza, você já viu experimentos em que uma pessoa coloca a mão em um balde de gelo sem reclamar, certo?

Outro uso comum da hipnose – e já comprovado cientificamente – é durante julgamentos. “Antigamente, achávamos que, após a técnica, a testemunha recuperava parte da memória. Agora, sabemos que quem está depondo apenas se torna mais confiante em relação aos fatos de que se lembra”, diz Antonio.

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O mesmo acontece com uma atleta: ela não vai quebrar um recorde se não estiver preparada fisicamente, mas se sentirá mais segura para atingi-lo. “Todo seu foco estará concentrado para otimizar sua capacidade, sem ser influenciado pela ansiedade”, esclarece Antonio. Traumas relacionados a lesões ou derrotas também podem ser lembrados de forma diferente, como se fossem um quadro na parede, sem uma carga emocional tão pesada.

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